Quinta-feira, Outubro 20, 2005

ESTILHAÇOS

Inácio Teixeira
(foto de Inácio Teixeira)

As múltiplas variáveis do óbvio habitam nos pedaços de mim, que vou deixando na passagem.

Quais estilhaços de espelhos quebrados, jamais reproduzirão a totalidade do real, dada a impossibilidade de se completarem, uma vez que alguns se perdem para todo o sempre.

Eventualmente, instalar-se-ão na poeira da memória ...

Contudo, uma ligeira brisa poderá arrastá-los para o nada.

3 comentários:

Vic disse...

Todos vamos deixando pedaços de nós pela paisagem, Helena. Mas a memória preservar-nos-á, tenho a certeza.
(ontem, a ler José Agostinho Baptista, senti mais uma vez, que tenho saudades )
Beijinho meu :-)

laerce disse...

Helena,

Esses pedaços de espelho são os golpes que vamos apanhando na carne das nossas emoções, mas é sempre assim e, apesar disso, sobrevivemos até que um dia...como tudo...como todos.
Mas agora estamos vivos e reagimos!

Paulo Almeida disse...

Tal como as mutações, o todo nunca mais é o mesmo após a união de todas as partes. Mas o novo todo, tem normalmente mais probabilidade de sucesso, pois na realidade é a reunião do melhor das anteriores partes.