
(foto de Inácio Teixeira)
As múltiplas variáveis do óbvio habitam nos pedaços de mim, que vou deixando na passagem.
Quais estilhaços de espelhos quebrados, jamais reproduzirão a totalidade do real, dada a impossibilidade de se completarem, uma vez que alguns se perdem para todo o sempre.
Eventualmente, instalar-se-ão na poeira da memória ...
Contudo, uma ligeira brisa poderá arrastá-los para o nada.

3 comentários:
Todos vamos deixando pedaços de nós pela paisagem, Helena. Mas a memória preservar-nos-á, tenho a certeza.
(ontem, a ler José Agostinho Baptista, senti mais uma vez, que tenho saudades )
Beijinho meu :-)
Helena,
Esses pedaços de espelho são os golpes que vamos apanhando na carne das nossas emoções, mas é sempre assim e, apesar disso, sobrevivemos até que um dia...como tudo...como todos.
Mas agora estamos vivos e reagimos!
Tal como as mutações, o todo nunca mais é o mesmo após a união de todas as partes. Mas o novo todo, tem normalmente mais probabilidade de sucesso, pois na realidade é a reunião do melhor das anteriores partes.
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