A Dezembro, o mês do adeus, o mês do ontem, do amanhã e do depois. O mês da quebra, onde a luz se aperta e a escuridão se espreguiça e estende e onde sempre e mais uma vez tudo deixa de ser o que foi e para sempre estará mais perto o amanhã.
(autor desconhecido)
![yuri%20b[1]](http://static.flickr.com/39/78579161_6d78e5b131.jpg)
foto de yuri b
Escoa-se em brumas o prometido amanhã.
O outrora doce toque dos teus dedos tece, agora, as roupagens da ausência de ti com que cobres meu corpo.
Olhas-me, mas mal vislumbras o vulto da minha partida.
Dos teus lábios soltam-se palavras mudas que tudo dizem, nada dizendo.
Uma só bastaria para mudar o curso de Dezembro.
Fénix renascerá?

14 comentários:
Belo poema de desespero mudo, Helena. Como sempre, as tuas palavras encantam-nos as noites
Beijinho grande, um xi
Helena,
Espero que tenhas tido um óptimo Natal!
A fénix renascerá. É o seu destino, Helena.Nós não, mas nada nos impede de nos pensarmos fénix.
Um beijinho e Bom Ano Novo!
Ainda que a sensação de dejavu esteja definitivamente descodificada, não ficam dúvidas nenhumas, sobre a prevalência do prometido, que não se deve prometer, nem sobre o autor, que não se deve dizer, perdido em ínfimos traços e lampejos e visitas e pestanejos, acendendo sempre a chama ao fim da noite, no fim do frio que gela e estrangula e que, em milhentos sonhos se agigante, numa vontade que não é branda e que dita de uma só voz, que mil Fénix se erguerão e os tremores não cessarão, nem os mil risos de tremeluzentes promessas, ditadas e ouvidas em mil risos de mil sonhos, de mil e uns, mais uma vez.
Um bom ano 2006 cheio de promessas.
Um grande abraço, Helena, com os votos de que o próximo seja melhor do que o que agora termina.
Emília.
Tchim-tchim, Nucha.
Tudo de bom para o Ano Novo que já está por aqui.
Entretanto, a gente vê-se por aí.
Beijokas.
como diz a laerce, a Fénix sempre renasce. e renasce a natureza e em nós se muda o ciclo, à medida que os anos por nós passam. por nós mais lentamente (e tão depressa!).
uma palavra, só uma palavra bastaria, por vezes. e quase sempre fica por dizer. e se a adivinharmos?
beijos, querida Helena.
partiste alada e triste
levando-me o sol do teu abraço
e em véus de silêncio envolto
de frio nos ombros
me visto
Jorge Casimiro
Que saudades, querido Bird, das tuas palavras de alento quando sentes que algo não está bem.
Beijinho
Laerce,
Só Fénix tem esse destino, esse poder. Mas nós, mortais se soubermos e quisermos, também renascemos.
Beijinho
Umm, o autor inicial é desconhecido,mas há um não sei quê que me parece senti-lo próximo, daí ter recorrido às suas palavras.
E acredito que mil Fénix renascerão,desde que a pelavra seja dita e desejada em uníssono,
Querida Emília, Que atrasada eu sou nas respostas aos comentários!!!
Atá já começou um outro ano... Os votos ainda vão a tempo, que o ano é grande
E vai ser certamente melhor do que o que passou
Um beijinho
Sim, Eduardo, este ano terá que ser melhor!!!!!!!!!!
Os meus amigos votos para ti e para os teus.
Beijinhos
Boa proposta, moriana!
Vamos adivinhá-la ou mesmo dizê-la, em sonhos e na realidade.
O Tempo, esse, é deixar que cumpre o seu papel.
Beijinho
Jorge, obrigada por mais este presente de fim de ano.
Tudo de bom para si.
Um abraço
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