Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

RENASCIMENTO

A Dezembro, o mês do adeus, o mês do ontem, do amanhã e do depois. O mês da quebra, onde a luz se aperta e a escuridão se espreguiça e estende e onde sempre e mais uma vez tudo deixa de ser o que foi e para sempre estará mais perto o amanhã.

(autor desconhecido)

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foto de yuri b

Escoa-se em brumas o prometido amanhã.
O outrora doce toque dos teus dedos tece, agora, as roupagens da ausência de ti com que cobres meu corpo.
Olhas-me, mas mal vislumbras o vulto da minha partida.
Dos teus lábios soltam-se palavras mudas que tudo dizem, nada dizendo.
Uma só bastaria para mudar o curso de Dezembro.

Fénix renascerá?

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

INTERMITÊNCIAS

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Do universo dual em que vivemos, pouco nos é dado conhecer, pois nada é definitivo, definitivamente entendível ou aceite. Desconhecemos se o progresso leva à evolução ou à involução
Sabemos que a sombra paira porque o Sol existe. Que a palavra tem vida graças ao silêncio. Que vida e morte são indissociáveis, e que da existência de uma depende a outra.
Nada é definitivo. Só a Morte, e mesmo essa tem Intermitências.

Domingo, Dezembro 11, 2005

ABRAÇOS

Raizes - Frida Kalho

porque me são negados os teus braços,
enlaço-me de verdes, junto ao mar.
junto ao dele o sal que é meu,
tento escutar no vento a tua voz.
quero no imenso azul ver teu olhar
quero não ser só Eu, quero ser Nós