![ilha%20guana[1]](http://static.flickr.com/28/43814227_b9571403f7.jpg)
na ilha perfeita
em que te abrigas
olhas saudoso o mar
que nos traz separados
sonhas
julgas sonhar
rendas e brocados
no extenso areal
é a espuma das ondas
que os deixa desenhados
não sabes
que desse mar
com o meu olhar eu roubo
a seda
em que das esperas de ti
faço e desfaço
eternos e únicos bordados

4 comentários:
Também quero uma ilha dessas para mim. :-)
A Penélope no fim teve a sua recompensa e o Ulisses deu o seu melhor para afastar a concorrência. Quem sabe se o teu Ulisses não anda por ai a navegar perdido e não vai brevemente aportar na tua ilha.
Na Odisseia, Homero recompensou aqueles que sabem esperar e que possuem perseverança e inteligência. Na vida real é bom que assim seja também.
Belo poema. Parabéns.
Quem sabe? umm
Mas de uma coisa estou certa: não sou Penélope. Contudo, sei esperar e sou determinada.
Obrigada. :)*
Olá Helena,
Sim, bordados únicos de sabedoria e espera,mas que não seja eterna.
O mar sempe contigo, o apelo do mar.
Um beijinho
Tens razão, Laerce. A espera eterna acaba por desesperar, mesmo quande se é muito paciente.
Quanto ao mar...é aquele eterno apelo, e tu sabes que mesmo na planície onde vivo agora, consigo imaginá-lo, ouvir o seu marulhar, e senti-lo dentro de mim.
Beijinhos
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