Sábado, Janeiro 28, 2006

BORDADOS

ilha%20guana[1]

na ilha perfeita
em que te abrigas
olhas saudoso o mar
que nos traz separados
sonhas
julgas sonhar
rendas e brocados
no extenso areal

é a espuma das ondas
que os deixa desenhados

não sabes
que desse mar
com o meu olhar eu roubo
a seda
em que das esperas de ti
faço e desfaço
eternos e únicos bordados

4 comentários:

Ulysses disse...

Também quero uma ilha dessas para mim. :-)
A Penélope no fim teve a sua recompensa e o Ulisses deu o seu melhor para afastar a concorrência. Quem sabe se o teu Ulisses não anda por ai a navegar perdido e não vai brevemente aportar na tua ilha.
Na Odisseia, Homero recompensou aqueles que sabem esperar e que possuem perseverança e inteligência. Na vida real é bom que assim seja também.
Belo poema. Parabéns.

helena disse...

Quem sabe? umm

Mas de uma coisa estou certa: não sou Penélope. Contudo, sei esperar e sou determinada.

Obrigada. :)*

laerce disse...

Olá Helena,

Sim, bordados únicos de sabedoria e espera,mas que não seja eterna.


O mar sempe contigo, o apelo do mar.

Um beijinho

helena disse...

Tens razão, Laerce. A espera eterna acaba por desesperar, mesmo quande se é muito paciente.

Quanto ao mar...é aquele eterno apelo, e tu sabes que mesmo na planície onde vivo agora, consigo imaginá-lo, ouvir o seu marulhar, e senti-lo dentro de mim.
Beijinhos