Que me perdoe D.Dinis, em particular, e todos os autores medievais, em geral, esta minha ousadia, intercalando os seus belos poemas com a minha literatura de cordel.
![images[2]](http://static.flickr.com/33/96429777_799b9185e4_m.jpg)
__ Ai flores, ai flores do verde pino
Se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?
Percorro campos
Pergunto às flores
Falo aos cardos
Dos meus amores…
__ Ai flores, ai flores do verde ramo
Se sabedes novas do meu amado
Ai Deus, e u é?
![pe0017i1[1]](http://static.flickr.com/33/67207080_695d2ebd6c_m.jpg)
Aves do ramo
Que vedes longe
Onde está ele?
Diz-me, jasmim.
E tu, ó vento
Trá-lo de volta
Ao meu jardim.
__ Vós me perguntades polo voss’ amigo,
E eu bem vos digo que é sã e vivo.
__ Ai Deus, e u é?
![pe0017i1[1]](http://static.flickr.com/33/67207080_695d2ebd6c_m.jpg)
Se vivo ele é
E não tem perigo
Que o mar o traga
P’ra nas estrelas
Viver comigo
NOTA: Quem conhece o sho-shana reconhece este texto que me deu muito prazer escrever.
Daí, repô-lo aqui , no Orion.

12 comentários:
Olá Helena,
D. Dinis perdoa-te e até te agradece o teres trazido para o meio da tua escrita esta cantiga, tirando-a dos livros bafientos de literatura que poucos lêem. As humanidades estão pela rua da amargura.
Um beijinho
Bonito poema e bonito intercalar do teu sentir, pelo meio das agulhas dos pinheiros. Sente-se o seu cheiro e vê-se a sua luz, das estrelas, cada vez mais perto.
Bonita esta sua ousadia, venham mais ousadias como esta.
Obrigada pelos seus comentários.
Aproveito e peço-lhe permissão para linkar o seu espaço lá no "a direcção do voo".
Bom domingo.
Beijinhos.
Helena, elaboraste quase um diálogo entre dois tempos, duas épocas. O que só prova que há temáticas intemporais. O afecto, a saudade do amado(a), o sofrer de amor...
beijinhos, querida amiga.
Sabes que tenho paixão por D. Dinis?
Gosto mtº de ti, minha amiga.
Beijos
Um excelente trabalho e ainda pedes desculpa?! :)
Tens razão, Laerce, as Humanidades sempre foram minimizadas. Os grandes autores só são reconhecidos depois de mortos.
Ninguém lê os clássicos.
O que está a dar é OS NÚMEROS!!!!!!!
Mas temos que continuar a lutar pelas LETRAS!!!!!!!!!
Beijinhos
Umm, obrigada pela tua visita e pelas tuas palavras.
A luz nunca se apagará e as estrelas são eternas.
Maria do Céu, é um prazer tê-la por aqui neste canmtinho.
Como não sou escritora nem poetisa, posso-me dar ao luxo de cometer estas ousadias.
Um beijinho
Zezinho, pois não sabia dessa tua preferência. Ainda bem que gostaste que o trouxesse à actualidade.
Também gosto muito de ti!
Beijinhos
Querida Musália, a ideia era precisamente essa. Dois tempos, duas épocas tão diferentes, mas o eterno viver dos afectos.
Um beinho
:) Obrigada, Francisco, pelas tuas palavras.
Foi um trabalho que me deu muito prazer realizar.
Beijinho
Enviar um comentário