No início foi o verbo.
As palavras cruzaram seus caminhos. Palavras coloridas de arco-íris, mas inexplicavelmente, dominadas pelo azul do céu, do mar e dos rios que para ele corriam, lentamente , sem sobressaltos, caminhando nas estâncias ansiosas de se conhecerem.
No rio, as palavras eram o reflexo das estrelas e iluminavam a sua Jornada.
A urgência dos olhares foi tomando espaço, e, sem saberem como, o tempo fez-se parque verde brilhante, e às palavras juntaram-se os silêncio dos cúmplices olhares.
Não sabiam que a verdadeira caminhada começara naquele momento, ou talvez, noutro anterior àquele…Quiçá noutra galáxia.
Mas foi Aqui...
... que a sua Caminhada prosseguiu,
numa noite de céu escuro, em que se escondia a Lua, devolvendo às estrelas o brilho que outrora as reflectia no rio , com ele brincando e dizendo palavras coloridas.
Foi Aqui, neste local ermo, apenas por eles habitado, que a urgência
dos gestos
dos abraços
dos beijos
da entrega total
se mostrou mais urgente.
La paume des mains
Ayant le ciel
Comme unique témoin
E Aqui neste local julgaram construir o seu futuro, que mais não é que sonho, memórias e presente.


4 comentários:
Muito bonita a foto da igrejinha e ainda mais as palavras do relato de um percurso estrelado.
Olá Helena,
Uma história de um princípio que nos contas. E belo lugar esse. É ali que tudo começa.
Um beijinho
Bom dia, Nucha.
E que lugar é esse, onde as palavras que soltas tomam caminhos?
belo início recordado a 25 de Abril...
singela e bonita a arquitectura da igreja.
já tinha saudades de passar por aqui:)
beijinhos, querida Helena.
Enviar um comentário