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Despojando-me de toda a vacuidade da matéria, aliando-me à chama e à sua natureza solitária, liberto o espírito dos pensamentos.
Mesmo sabendo que basta um ligeiro sopro para a extinguir, também uma breve faúlha a reacende.
Contudo, ao extinguir-se, é como um sol que morre, mas de uma forma mais suave, pois extingue-se dormindo, de um sono intemporal.
E “sonho”
Na chama da vela encontro todas as metáforas que o meu imaginário busca. Daí, questionar-me sobre o peso do saber adquirido nos livros, profusos em retóricas e dialécticas, comparando-o com os múltiplos pensamentos e as ilimitadas imagens que a chama da vela nos proporciona.
A sua verticalidade, o seu poder ascensional, a sua liberdade, transportam-me à essência daquilo que julgo ser, daquilo que a chama é, como se de um riacho se tratasse, dirigindo-se para o Cosmos.
E “sonho” .
Segundo Joubert, em Pensées, “La Flamme est un feu humide”, donde poderei inferir que ela é uma fonte de fogo, na sua vertente purificadora.
E “sonho”.
Mas continuo a questionar-me se o engenho do homem, disciplinando a chama da vela e tornando-a cativa na lâmpada, não a coarctou, diminuindo-lhe o potencial de imagens únicas e surpreendentes.
Contudo, ao extinguir-se, é como um sol que morre, mas de uma forma mais suave, pois extingue-se dormindo, de um sono intemporal.
E “sonho”
Na chama da vela encontro todas as metáforas que o meu imaginário busca. Daí, questionar-me sobre o peso do saber adquirido nos livros, profusos em retóricas e dialécticas, comparando-o com os múltiplos pensamentos e as ilimitadas imagens que a chama da vela nos proporciona.
A sua verticalidade, o seu poder ascensional, a sua liberdade, transportam-me à essência daquilo que julgo ser, daquilo que a chama é, como se de um riacho se tratasse, dirigindo-se para o Cosmos.
E “sonho” .
Segundo Joubert, em Pensées, “La Flamme est un feu humide”, donde poderei inferir que ela é uma fonte de fogo, na sua vertente purificadora.
E “sonho”.
Mas continuo a questionar-me se o engenho do homem, disciplinando a chama da vela e tornando-a cativa na lâmpada, não a coarctou, diminuindo-lhe o potencial de imagens únicas e surpreendentes.

5 comentários:
Vejo que a cirurgia resultou e bem! Grande cirurgião o nosso amigo Eduardo!
Um abraço,
Emília
"daquilo que a chama é, como se de um riacho se tratasse, dirigindo-se para o Cosmos."
Que Beleza, que profundidade...
Beijinhos,
"...como se de um riacho se tratasse, dirigindo-se para o Cosmos."
Um dos lindos textos que aqui encontrei. Obrigada.
Beijinho, Helena.
Ressalvo: dos mais lindos textos.
Uma bela metáfora e a sempre mágica interrogação, do sentido, e dos sentidos, que tu os sentes como ninguém, a ambos. A chama sempre acesa e que muito aquece e que nunca se esquece e para sempre ligada ao sonho mágico. Por mais engenho que tenha o homem, nunca compreenderá a verdadeira essência da chama e do sonho.
Beijinhos
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