Domingo, Maio 28, 2006

O ECO DO TEU RISO






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No murmúrio das águas
Escuto a tua voz
O som guia os meus passos
Mergulho no eco do teu riso
Prendo-me nos teus abraços

Voltamos a viver
Voltamos a ser nós


Quarta-feira, Maio 24, 2006

RUMOS



M42Blend





Hoje

Abandonei

Giestas, jasmim e estevas

Despi roupagens de algas

Cobri de rubras penas

Meu corpo ausente

E em espírito

Rumei ao Azul

Buscando

O

Infinito

Terça-feira, Maio 09, 2006

JORNADA

4-pedras

Há que me aceitar em estado bruto
Percorrer os quatro caminhos
para atingir a Luz

Segunda-feira, Maio 08, 2006

PARTIDA


partida

De repente

Foi de repente

Como um sopro gélido

De mãos vazias
(desfeitas as pétalas das flores que me ofertaste)

O olhar sem o brilho
(das estrelas que um dia me mostraste)

Apenas com aquele

Que as lágrimas lhe emprestam

Assim fiquei.


Partiste

De repente

Qual tornado que se forma

Sem aviso

E tudo arrasta

À sua passagem.


Partiste


Do amor arrastado

Na vastidão do nada

A brasa

Fez-se gelo

O fogo

Fez-se cinza

Que o vento espalhou

No tempo


E uma furtiva lágrima

Rolou por um rosto

Sem expressão

Soltando-se no turbilhão

Das emoções do mar

E fez-se espuma

Lambendo o areal

Outrora testemunha

De um amor

Supostamente eterno.


Sexta-feira, Maio 05, 2006

O INTER / DITO

proki-z

Existe um silêncio de plenitude (ainda que efémera e ilusória) tal como existe um segredo que garante e testemunha a harmonia, que permite e sela a união dos amantes.

Quarta-feira, Maio 03, 2006

AUTOCRÍTICA


letras azuis


De que serve, a quem serve esta caótica dança de letras, em fundo azul?
Frenéticas, perseguem-se, tentando encontrar seus pares e com eles formar palavras.
Dispersas
Tolas
Inquietas
Sem sentido
Ou
Polissémicas
Apaixonadas
Lamechas
Quem as diz?
Quem as ouve?
Quem as entende?
De que servem?
A quem servem?
Juntam-se nesta feira de vaidades que é a vida.
Precipitam-se no silêncio.
Aí ancoradas,
São apenas silêncios gritantes.